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Riscos psicossociais e NR1: o que sua empresa precisa entender antes que vire um problema

A gestão de riscos psicossociais deixou de ser uma pauta opcional e passou a ocupar um lugar central dentro das empresas — especialmente com as mudanças recentes na NR1.

Mas, na prática, o que isso significa?

E por que esse tema precisa estar na agenda estratégica do negócio?

Foi exatamente sobre isso que falamos em uma live conduzida por Gabriella Resende (RH da Múltipla Consultoria), com participação de Renata Torres, CEO da Tantti, especialista em governança consciente.
Ao longo da conversa, ficou claro que estamos diante de uma mudança importante de mentalidade: cuidar da saúde mental no trabalho é, também, cuidar da sustentabilidade do negócio.

O risco que não aparece… até impactar o resultado

Riscos psicossociais têm uma característica desafiadora: nem sempre deixam marcas visíveis.

Mas seus efeitos aparecem — e com força — nos indicadores das empresas, como aumento de afastamentos, crescimento do turnover, mais pedidos de demissão, queda de produtividade e desengajamento das equipes

Em muitos casos, o ambiente vai se deteriorando de forma silenciosa… até que o impacto se torna inevitável. E isso não é apenas uma questão de clima organizacional. É um tema que envolve custos, performance e continuidade do negócio.

O papel central da liderança

Um dos pontos mais fortes da live foi o papel da liderança nesse cenário.

Segundo Renata Torres, o líder pode ser ao mesmo tempo um fator de risco ou um fator de proteção psicossocial. Isso porque são as lideranças que, no dia a dia, constroem (ou deterioram) o ambiente de trabalho.

Situações como estabelecimento de metas inalcançáveis, falta de reconhecimento, ausência de escuta, sobrecarga constante, desrespeito nas relações, não são apenas falhas de gestão — são elementos que contribuem diretamente para o surgimento de riscos psicossociais.

Por outro lado, a prevenção também passa por atitudes simples e intencionais, como:
• clareza nas expectativas
• equilíbrio de demandas
• abertura para diálogo
• apoio genuíno ao time
• respeito como base da cultura

Não basta o líder “não causar problemas”. Ele precisa ativamente construir um ambiente saudável.

Sem dados, não há gestão

Outro ponto crítico abordado na live foi a necessidade de sair do campo da percepção.

Muitas empresas ainda tentam entender o ambiente interno com base em “sensações” ou pesquisas genéricas de clima. Mas, quando falamos de riscos psicossociais, isso não é suficiente, é necessário ter metodologia estruturada.

Na prática, isso inclui:
• instrumentos validados cientificamente
• questionários específicos para mapear fatores de risco
• análise técnica dos dados coletados

Além disso, é fundamental criar espaços seguros para escuta — como pesquisas internas e rodas de conversa — e, principalmente, transformar essas informações em ação.
Porque ouvir sem agir também gera desgaste.

NR1, PGR e fiscalização: o que muda na prática

Com as atualizações da NR1, o tema ganha ainda mais relevância do ponto de vista regulatório.
As empresas passam a ter a responsabilidade de incluir os riscos psicossociais dentro do seu PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).

E isso exige estrutura.

Em uma eventual fiscalização, não basta dizer que gerencia — é preciso demonstrar:

Um inventário com o levantamento dos riscos, contendo:
• quais riscos foram identificados
• onde estão concentrados
• qual o nível de cada risco (alto, médio, baixo)
• como essa classificação foi definida (severidade + frequência)

Um plano de ação para combate aos riscos, contendo:
• quais medidas serão tomadas
• prazos
• responsáveis
• indicadores de acompanhamento

Metodologia e evidências de:
• como o mapeamento foi realizado
• quais critérios foram utilizados
• quais salvaguardas já existem na empresa
• e como tudo isso está sendo monitorado

Ou seja: não é apenas um documento, é um sistema de gestão.

O custo de não agir

Ignorar os riscos psicossociais não gera apenas problemas internos.

As empresas também ficam expostas a autuações do Ministério do Trabalho, multas (que variam conforme o porte) e aumento de passivos trabalhistas.

E, muitas vezes, o impacto financeiro indireto é ainda maior — vindo de afastamentos, perda de produtividade e rotatividade elevada.

Por outro lado, empresas que estruturam essa gestão reduzem riscos legais, melhoram o engajamento, fortalecem a cultura e aumentam a produtividade.

Mais do que obrigação: uma vantagem competitiva

O grande ponto é que a gestão de riscos psicossociais não deve ser vista apenas como uma exigência normativa. Ela é uma oportunidade de evolução.

Empresas que olham para esse tema de forma estratégica conseguem tomar decisões assertivas baseadas em dados, fortalecer suas lideranças, criar ambientes mais saudáveis e sustentáveis e construir resultados mais consistentes no médio e longo prazo.

🎥 Assista à live completa

Quer entender em mais profundidade todos esses pontos e ver os exemplos práticos discutidos?
Acesse a live completa no nosso canal no Youtube ou veja diretamente aqui embaixo.

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